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saindo da caverna...

hoje completam 5 anos de silêncio e depuração.


nesse período, a vida pareceu se retirar, reduzir, simplificar - para que eu pudesse (re)encontrar quem realmente sou.

aconteceu um desapego radical e gradual: de pessoas, desejos, distrações, impulsos, egoísmo, vaidade, orgulho... e da ideia de controle.

houve compromisso, desvios, perdas, estrutura, mortes simbólicas e renascimento.

o corpo e os desejos foram silenciados não por repressão, mas por purificação - num processo autônomo 100% natural.

e fui conduzido a um espaço de austeridade sagrada - como um monge no meio do mundo, de volta pra casa.

  • ⁠minha vida se tornou um solo fértil para o essencial.
  • ⁠⁠ao reduzir estímulos, comecei a renascer e escutar a alma com mais nitidez.

agora estou emergindo dessa travessia… 

  • ⁠não preciso mais de qualquer forma de posse ou vínculo para me sentir inteiro.
  • posso ser e amar livremente, sem carência, cobrança ou qualquer expectativa.

somente após esse período de jejum é que meu coração voltou a sentir e reconhecer o que é essencial - com pureza, verdade e maturidade.

e mesmo meus sentimentos mais íntimos, nascem agora de um lugar sagrado - de repouso e regeneração.

não estou mais recolhido, mas também não saio correndo da caverna.

saio com reverência, com passos silenciosos, com a luz irradiando de dentro pra fora.

direto pra um campo de preparação, por mais 5 anos, para ocupar meu lugar no mundo:

    o lugar de um matemático solidário, embebido em amor, ciência, arte, equilíbrio, leveza e paz.

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